dá realmente vontade de gritar isso por aqui. segundo meu amigo serejo, eu já devia descer do aviao gritando. maradona é realmente idolatrado nesse país. fui no la bombonera, o estádio do boca, no sábado passado. fica num bairro chamado la boca e tem um vilarejo com casas coloridas chamado caminito. é um lugar legal de conhecer. o estádio do boca juniors é massa. queria ter ido assistir um jogo lá com aquelas arquibancadas lotadas. no museo de la passion tem tudo sobre o clube, os fundadores, o estádio e sua estrutura, os jogadores antigos, a equipe atual, objetos interessantes como uma camisa de pelé e uma declaraçao do rei dizendo que um zagueiro do boca, que nao me lembro o nome agora, foi um de seus melhores marcadores. tem até uma guitarra fender strato nas cores azul com estrelas amarelas que foi usada bor lenny kravitz em um concerto em BsAs. pode? também tem um museu só do baixinho argentino que você paga uns pesos a mais pra conhecer. como é que eu ia sair gritando que o danado era maricon? num dá. futebol aqui é uma coisa realmente de paixao. eu queria que em recife tivesse um museu do meu santinha contando todas as suas glórias. a segurança ia ter que ser dobrada pra tomar conta dos objetos.
deixando o futebol um pouco de lado, essa semana eu comi feijoada brasileira muito boa num restaurante chamado me leva, brasil na plaza serrano. me leva pra onde? quero ir nao! fui almoçar também numa churrascaria pra comer uma típica tapa de cuadril "arrentina". muito bom. comi pra carái e fiquei passando mal. só falei dessas minhas experiências gastronômicas pra compensar o quanto de mc donalds que eu to comendo por aqui. por sinal, aqui tem uma em cada quadra e preços e formatos arquitetonicos diferentes. tem também uns sanduíches diferentes como o doble cuarto de libra e o mcCriollo com papas fritas e salsa ranchera. eu gostei foi muito.
buenos aires é uma cidade muito interessante. o que eu vi de carro velho aqui num foi brincadeira. compacto de sucesso aqui é o lendário fiat 147. é impressionante como tem dele por aqui ainda rodando. escort, renault 9, del rey e outras pérolas. acho que o povo aqui gosta mermo é de andar a pé. de vez em quando você vê um focus no meio de tanto carro velho. mas a cidade tem essa coisa de se manter antiga eu acho. pelo menos na aparência. os prédios novos daqui tem cara de prédio velho.
escrevi muito pq deve ser meu último post direto de terras argentinas. amanha to indo pra bariloche esquiar e gastar todo o resto do meu dinheiro. só pra terminar vou me despedir com algumas curiosidades do vocabulário argentino: pipoca aqui é pochoclo. cabelereiro é peluqueiro. canudo é sorvete. um computador é una computadora. guarda-chuva é para agua. extintor é mata fuegos. carro é auto. mas carreta significa o órgao genital feminino que no brasil tem tantos nomes. homer simpson é homero. mas o melhor de todos é fred flinstone. aqui, o pai de pedrita, se chama pedro pica piedras. né foda?
o blog mudou de endereço. http://www.seuribeiro.com.br/blog
sábado, 23 de julho de 2005
segunda-feira, 18 de julho de 2005
¿puedes sacar una foto?
alguns dias sem escrever e várias coisas pra contar. nao dá pra falar tudo por aqui (lembrem-se que o teclado nao tem "til"). só digo uma coisa: a maguinha tá me colocando pra andar que só a gota. puta merda. mas também, nesse frio e sem suar, eu aguento andar um bocado. quando cheguei aqui num tava fazendo muito frio, como falei antes mas agora tá foda. todo dia, a primeira coisa que a gente faz quando acorda é saber a temperatura.
- quantos graus, gordinho?
- maguinha, o relogio do itaú indica: siete grados.
tem sido assim durante esses dias que nao escrevi. o vento frio é pra se lascar. pior foi na sexta que choveu pra cacete o dia todo. mas a gente tava lá, na rua, como bons turistas que nao vao ficar em casa por causa de uma chuvinha. uma máquina digital faz falta mas o meu celular tá quebrando o galho. andamos com uma máquina de filme na bolsa e só sacamos una foto quando realmente a gente acha que vale a pena. mas aí é que tá o problema. pra mim, tudo vale a pena. até pq eu sou turista, esqueceu? já vamos no 4 rolo de filme. três de 24 e um de 36. o maior problema de sacar fotos é que sempre estamos sozinhos entao, as melhores fotos sao quando eu estou só e quando marcela está só. as vezes arriscamos uma foto de braço esticado ou pedimos para alguém bater uma foto de casal. mas numa máquina semi-profissional num dá pra pedir a todo mundo.
quarta e quinta fomos andar, pra variar, pela cidade. o sistema de metrô aqui é foda. os subtes passam realmente por baixo de toda BsAs com muita segurança. passamos num lugar chamado Galeria Pacífico. uma galeria toda bonitona com lojas mais bonitas ainda. passei de novo na loja da adidas e dessa vez nao teve jeito. comprei um tênis por 150 pesos e na etiqueta: made in brazil. mas tudo bem, aqui é mais barato mermo.
fomos pro teatro colon na sexta. o dos teatros liricos mais importantes das américas. rapaz, impressionante. 5 andares de platéia e 3 andares de subsolo só com oficinas para as roupas, máscaras, sapatos, cenários para as peças e óperas apresentadas. vocês nao tem noçao. as instalaçoes do teatro passam por baixo da avenida 9 de julio, uma das maiores do centro, e vc nao escuta porra nenhuma. é uma obra prima das engenharias civil e acústica que demorou simplesmente 20 anos pra ficar pronta. é uma das salas de melhor acústica do mundo, dá pra ouvir até a respiraçao dos atores no palco. claro que o povo aqui é educado e nao fica conversando no teatro. e em cima, no teto, tem um espaço para 15 cantores/atores para simular cantos de deuses e outros efeitos. muito punk.
acho que tá bom por hoje. já escrevi demais. daqui a alguns dias eu volto e falo da minha visita ao boca, da feijoada que comi no sábado e da ida ao lugar de bandas de rock argentinas de BsAs. hasta luego.
- quantos graus, gordinho?
- maguinha, o relogio do itaú indica: siete grados.
tem sido assim durante esses dias que nao escrevi. o vento frio é pra se lascar. pior foi na sexta que choveu pra cacete o dia todo. mas a gente tava lá, na rua, como bons turistas que nao vao ficar em casa por causa de uma chuvinha. uma máquina digital faz falta mas o meu celular tá quebrando o galho. andamos com uma máquina de filme na bolsa e só sacamos una foto quando realmente a gente acha que vale a pena. mas aí é que tá o problema. pra mim, tudo vale a pena. até pq eu sou turista, esqueceu? já vamos no 4 rolo de filme. três de 24 e um de 36. o maior problema de sacar fotos é que sempre estamos sozinhos entao, as melhores fotos sao quando eu estou só e quando marcela está só. as vezes arriscamos uma foto de braço esticado ou pedimos para alguém bater uma foto de casal. mas numa máquina semi-profissional num dá pra pedir a todo mundo.
quarta e quinta fomos andar, pra variar, pela cidade. o sistema de metrô aqui é foda. os subtes passam realmente por baixo de toda BsAs com muita segurança. passamos num lugar chamado Galeria Pacífico. uma galeria toda bonitona com lojas mais bonitas ainda. passei de novo na loja da adidas e dessa vez nao teve jeito. comprei um tênis por 150 pesos e na etiqueta: made in brazil. mas tudo bem, aqui é mais barato mermo.
fomos pro teatro colon na sexta. o dos teatros liricos mais importantes das américas. rapaz, impressionante. 5 andares de platéia e 3 andares de subsolo só com oficinas para as roupas, máscaras, sapatos, cenários para as peças e óperas apresentadas. vocês nao tem noçao. as instalaçoes do teatro passam por baixo da avenida 9 de julio, uma das maiores do centro, e vc nao escuta porra nenhuma. é uma obra prima das engenharias civil e acústica que demorou simplesmente 20 anos pra ficar pronta. é uma das salas de melhor acústica do mundo, dá pra ouvir até a respiraçao dos atores no palco. claro que o povo aqui é educado e nao fica conversando no teatro. e em cima, no teto, tem um espaço para 15 cantores/atores para simular cantos de deuses e outros efeitos. muito punk.
acho que tá bom por hoje. já escrevi demais. daqui a alguns dias eu volto e falo da minha visita ao boca, da feijoada que comi no sábado e da ida ao lugar de bandas de rock argentinas de BsAs. hasta luego.
quarta-feira, 13 de julho de 2005
¿cuanto custa?
cheguei ontem nas terras de maradona. encontrei com a maguinha e passamos o dia andando pela cidade. pude observar uma coisa: acho que todo mundo aqui anda a pé. e aqui é bom andar a pé porque as pessoas sao bonitas (nao tem "til" no teclado) e o clima é muito bom. minha mae pensava que eu ia morrer de frio. saí de casa hoje de hering e havaianas. meio maloqueiro é verdade, o povo aqui só anda na beca e é bonito de ver. passei ontem o dia na rua santa fé. muito ducaralho. as lojas sao muito bonitas e grandes. fiquei de bobeira. entrei na loja da adidas. uma super mega store com tudo que vc possa imaginar. as coisas realmente sao mais baratas que no brasil e ainda tem uma besteira de "tax free", que é o imposto por produto que você recolhe de volta no aeroporto antes de deixar a cidade. entao, as coisas sao realmente mais baratas que no brasil. nao comprei nada. paramos pra comer alguma coisa. arriscamos a pizza. gostosa e baratinha. caro foi o chopp quilmes de 5 pesos. puta merda. a garrafa era 10 conto. mas nao tem problema, turista tem dinheiro ne?! entao, tomamos dois chopps e fomos pra casa. paramos no caminho e compramos um vinho lopez numa "selet" da vida. a noite resolvemos sair para comemorar minha chegada e matar a saudade de olhar no olho. um bom motivo para mais outra garrafa de vinho.
domingo, 10 de julho de 2005
habla, sulião.
rapaz, resolvi tirar férias. acho que desde 96, na época de colégio, que eu não tiro férias. dessas que os problemas não lhe acham a não ser que você os procure. não que eu viva cheio de problema aqui, mas férias assim é bom demais. vou pra terra dos hermanos argentinos. não falo ovos. as vezes arrisco um espanhol durante aproximadamente 60 minutos após o término de qualquer filme latino/espanhol que eu assita, para desespero das pessoas que estão por perto. pois é, estou indo terça, 3h da manhã, num vôo com uma conexão e três escalas! vou chegar por lá quebrado mas vou ter uma recompensa da porra. vou passar 17 dias em terras argentinas e 6 dias em são paulo quando voltar ao brasil. vou me divertir muito e se der tento publicar algumas coisas por aqui. encontro com vocês na volta com um sotaque que ninguém vai aguentar. adios.
sexta-feira, 8 de julho de 2005
frio? peraê!
tamo indo pra garanhuns hoje. ouvi dizer que tava frio pra cacete lá mas tô numa pilha tão grande pra esse show do fig que vou suar muito e sentir um calor danado. o show tá filé e vai ser massa. vou me divertir demais. espero que o povo todo que vai estar lá também se divirta e sinta nossa alegria em cima do palco desde o primeiro acorde de maria até o último de pra quando dormir. então até amanhã, no frio de garanhuns.
terça-feira, 5 de julho de 2005
capítulo 1: marchinha.
o clipe ficou massa. é o primeiro de uma série de pelo menos 3 que pretendemos lançar. vai rolar uma festa na quinta-feira lá no usina com exibição do clipe e pocket show da parafusa. apareçam por lá pra assistir e depois me contem a experiência. clica aqui pra ver o banner da festa.
sábado, 2 de julho de 2005
tomate maravilha.
música boa é música nova. eu vivo dizendo isso. mas não é só aquela música que a gente faz no violão ou no piano, leva pro estúdio e de repente tá prontinha pra tocar ao vivo que eu to falando não.
semana passada resolvemos tocar uma música do clássico lóki? (1974), primeiro álbum solo do tecladista arnaldo baptista, ex-mutantes. rapaz, pra gente, do jeito que ela ficou, é uma música nova. e boa. acho que não sai do repertório nunca mais. toda vez que a gente termina de tocar a gente fica se abrindo. ficou muito bom.
o lóki?, pra quem não conhece, é um disco altamente conceitual e um dos discos mais rock n' roll da história da música brasileira. e isso não sou eu que tô falando não. peguei o cd emprestado com diogo faz um tempo. não é a mesma coisa do vinil. não que eu seja um apreciador fiel das bolachas pretas gigantes, mas por algumas coisas interessantes que o original traz. por exemplo, o lado A e o lado B começavam com as músicas chaves do disco e tinham, exatamente, o mesmo tempo de música: 16min50s. como é que eu ia saber disso escutando o cd sem saber onde acabava cada lado? e viva a internet.
semana passada resolvemos tocar uma música do clássico lóki? (1974), primeiro álbum solo do tecladista arnaldo baptista, ex-mutantes. rapaz, pra gente, do jeito que ela ficou, é uma música nova. e boa. acho que não sai do repertório nunca mais. toda vez que a gente termina de tocar a gente fica se abrindo. ficou muito bom.
o lóki?, pra quem não conhece, é um disco altamente conceitual e um dos discos mais rock n' roll da história da música brasileira. e isso não sou eu que tô falando não. peguei o cd emprestado com diogo faz um tempo. não é a mesma coisa do vinil. não que eu seja um apreciador fiel das bolachas pretas gigantes, mas por algumas coisas interessantes que o original traz. por exemplo, o lado A e o lado B começavam com as músicas chaves do disco e tinham, exatamente, o mesmo tempo de música: 16min50s. como é que eu ia saber disso escutando o cd sem saber onde acabava cada lado? e viva a internet.
quem não conhece a versão original, clica aqui e visita o site do ômi.
quem quiser ouvir a nossa é só aparecer nos shows. quem sabe depois a gente coloca uma versão ao vivo no site. hoje, mais tarde, no armazém 14 é a primeira vez que vamos tocar. espero que a turma goste.
a música? vou me afundar na lingerie.
quem quiser ouvir a nossa é só aparecer nos shows. quem sabe depois a gente coloca uma versão ao vivo no site. hoje, mais tarde, no armazém 14 é a primeira vez que vamos tocar. espero que a turma goste.
a música? vou me afundar na lingerie.
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